Indumentária tradicional
TRAJES FEMININOS
Mulher e menina de dagalejo. Antonio Luengo Becerro.
Dagalejo ou zagalejo
Usado por jovens ou zagalas, de onde toma o nome, em ocasiões é completado com um lenço solto sobre a cabeça, embora seja mais normal o pitó atado com o siguemepollo.
Rapariga com traje de sayas. Kurt Hielscher.
De sayas
As amplas e coloridas saias deste traje são complementadas com um manto de Manila e numerosos hilos de ouro.
Albercana de manteo. Kurt Hielscher.
De manteo
Portado com grande austeridade e sobriedade, está indicado para diversas celebrações, sendo vestido por mordomas ou madrinhas de casamento.
Mulher com traje de ventioseno e homem com anguarina.
Ventioseno
É o menos conhecido e utilizado, e normalmente era levado por mulheres em idade avançada, quer em funerais, quer em atos litúrgicos ou celebrações como mordomias.
Raparigas de vistas. José Ortiz Echagüe.
De vistas
Reservado para as grandes celebrações, é o mais famoso de todos, destacando-se pela sua grande profusão de joias, que podem atingir um peso de até 14 quilos entre prata e coral, nunca ouro.
Pela sua grande personalidade, este traje foi escolhido por Sorolla entre os mais representativos de Espanha, tomado por Lorca para uma montagem teatral, e levado (ligeiramente adaptado) por María Callas na ópera Medeia, utilizado em filmes e apresentado nas melhores revistas internacionais de moda.
TRAJES MASCULINOS
Mordomos do Diagosto.
Enquanto o calzón e o colete do traje de La Alberca apresentam uma bela abotoadura serrana de prata, a camisa é apertada com ostentosos botões turcos de ouro.
Adicionalmente, os homens podem levar por cima do colete elegantes blusas, e, em dias especiais, casacos com fechos de prata. A vestimenta das festividades é completada por polainas por cima das meias, chapéu preto de aba larga e capa serrana comprida.
A estes trajes podem ser acrescentados elementos como a anguarina, uma espécie de casaco até meia perna fechado com um broche de prata.