A Plaza
O escudo dos Alba num capitel do teatro.
TEATRO
O atual teatro foi outrora residência dos duques de Alba. Os capitéis das suas colunas estão lavrados com granadas e personagens alegóricas que representam vícios e pecados.
No início do século XX, este edifício albergava o quartel da Guarda Civil, que partilhava o espaço com uma sala de processamento de carne. No entanto, em 1919, decidiu-se dar um novo propósito ao edifício, devolvendo-lhe uma das suas funções anteriores: um belíssimo teatro projetado pelo arquiteto Ricardo Mateos.
O teatro deteriorou-se, mas no final do século XX um restauro bem sucedido devolveu-lhe a antiga glória.
Escudo de Espanha e inscrição de 1842 nas antigas escolas. Antonio Luengo Becerro.
ANTIGAS ESCOLAS
O edifício do lado oposto da praça, junto ao cruzamento, albergou as antigas escolas da cidade até 1934, ano em que foi inaugurada a atual escola. Devido ao grande número de alunos (três anos para raparigas e três para rapazes), as escolas tinham também um edifício separado junto à atual Casa da Cultura, na Rua La Puente.
Ainda hoje, por cima da porta da varanda, é possível ver a antiga inscrição de 1842, que alude ao ensino público, e o brasão de armas de Espanha, cuja coroa foi derrubada durante a Primeira República.
No dia 24 de junho de 1922 as escolas serviram de refeitório ao rei Afonso XIII.
Pórtico da autarquia e prisão. Antonio Luengo Becerro.
AUTARQUIA
Já em 1636 se menciona a existência em La Alberca de Casa del Concejo y Consistorio, seguramente no mesmo lugar que a Autarquia atual, datada numa coluna da sua base em 1757.
Na sua parte inferior encontra-se a velha prisão com a sua grade de ferro, hoje destinada a gabinete de turismo.
Os antigos edifícios municipais serviram de cenário às filmagens de filmes como La Guerrilla, de Rafael Gil, ou Marcelino Pan y Vino, de Ladislao Vajda.
O hospital com a cruz e o seu candeeiro. Lorenzo González Iglesias.
HOSPITAL
Citado em escritos de 1549, sabemos que contava com camas e aposentos “para o albergue e amparo de muitos peregrinos e pobres”.
O edifício possuía terrenos e propriedades cujos habitantes pagavam determinadas quantias para a sua manutenção.
Na primeira metade do século XX, mesmo sem camas para doentes, o hospital continuou a ser utilizado, sobretudo como abrigo para viajantes. O seu estado era sombrio, frio e degradado, e estava sob os cuidados da Câmara Municipal. Hoje, uma cruz de madeira adorna a sua fachada em memória da que ali existia, sempre iluminada por uma lanterna acesa pelos devotos da cidade.
A cruz em El Tablao.
CRUZ
O cruzeiro que hoje dia preside a Plaza encontrava-se originalmente no final da Calle Tablao.
Em 1928 um violento vendaval derrubou a cruz, partindo-a em vários pedaços. Depois de ter sido restaurada, continuou vários anos na sua primitiva localização até ser colocada na Plaza.
Observando os touros no touril. Ruth M. Anderson.
CORRAL CONCEJO
Ao lado do teatro, existe uma ruela que leva ao Corral Concejo, espaço que, junto a outro situado no exterior da localidade, servia para reter as bestas que se escapavam ou ocasionavam danos.
Atualmente, serve de curral para os touros que participam nas lutas das festas do santo padroeiro.
FONTES
A Fuente Grande era uma bela construção de cantaria, com cornija e grades em três dos seus lados sobre as quais certos delinquentes eram expostos para escarmento.
Outra fonte emblemática era a Fuente Redonda, mais conhecida como El Pilarito, assim chamada decido à sua pia baixa e pequena. Esta fonte estava localizada no ponto onde se encontra esta placa de sinalização.
Atualmente, a água jorra na praça de uma bonita fonte situada no sopé da cruz.